Mafra

Junho 14, 2008

JF da Ericeira multada por utilizar óleos reciclados

Arquivado em: Mafra, Uncategorized — dclb @ 3:39 pm
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A Junta de Freguesia da Ericeira está a usar óleos reciclados para a produção de biodiesel, que depois usa para abastecer carros do lixo, mas foi multada em sete mil euros pelo Estado por não estar a usar combustíveis fósseis.

Em declarações à TSF, o presidente da Junta de Freguesia da Ericeira contou que, após vários anos a aproveitar os óleos usados, a Direcção-Geral de Finanças do Ministério da Economia e a Direcção-Geral de Alfândegas informaram-no de que necessitava de legalizar a produção de biodiesel.

 «Fiz todos os esforços para me legalizar e, depois de preencher uma série de requisitos, fiquei espantado ao deparar que a quota está esgotada no país», disse Joaquim José Casado.

 Depois disso, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) multou a Junta de Freguesia da Ericeira em sete mil euros por lesar o Estado, ao «deixar de comprar combustíveis fósseis», porque ao não os comprar, o Estado «não arrecada a percentagem de 50 por cento».

 Joaquim José Casado adiantou que não vai pagar a multa, até porque a Junta de Freguesia apenas recebe 55 mil euros do Orçamento Geral do Estado.

 O presidente da Junta de Freguesia da Ericeira já adiantou que levou o assunto aos grupos com assento Parlamentar e a várias associações ambientalistas, mas poucas foram as respostas.

 

Entretanto, os carros do lixo da Junta de Freguesia da Ericeira deixaram de funcionar com biodiesel.

 

Perante este caso, Joaquim José Casado questionou se eventualmente também estará a lesar o Estado por utilizar um carro movido a energia solar.»

 

Junho 10, 2008

A ilha da madeira

Arquivado em: Mafra — dclb @ 6:02 pm
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Durante os anos que duraram os trabalhos de construção do Monumento, ergueu-se em Mafra uma verdadeira “povoação” que ficou conhecida por “Ilha de Madeira”.
Para além de albergar as várias oficinas de vidreiros, ferreiros, latoeiros, carpinteiros e pintores – tantos eram os fornos de cal que se estendiam até Cascais – e inúmeras casas de pasto, incluía ainda as barracas de campanha para os soldados, uma ermida de madeira, oito enfermarias, boticas e cozinhas, que mal deveriam chegar para os 45.000 operários, 7.000 guardas e 1270 bois que ali estiveram enquanto se construía o Monumento.

O Palácio Nacional de Mafra

Arquivado em: Mafra — dclb @ 2:38 pm
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Em 1711, mandou D. João V erguer o Palácio Nacional de Mafra, obra-prima do barroco português. Das suas 666 divisões, realce para a Biblioteca, única no país, para a Basílica e para os famosos Carrilhões.

O Palácio Nacional de Mafra, um dos mais imponentes monumentos de Portugal, símbolo do reinado absolutista de D. João V, supreenderá o olhar do visitante pela projecção que alcança na paisagem.

Em 1711, decreta El-Rei D. João V que por justus motivos se erga na Vila de Mafra um convento a Nossa Senhora e St. António, a ser entregue à Ordem dos Frades Arrábidos. Escolhe D. João V o local (Alto da Vela), compram-se os terrenos e iniciam-se as obras. Desde o lançamento da primeira pedra, em 1717, à cerimónia de Sagração da Basílica, em 1730, o projecto, sob a direcção do arquitecto João Frederico Ludovice, sofreria inúmeras alterações, e de um convento para 13 frades passar-se-ia a um palácio-mosteiro para 300.
À excepção da pedra lioz de Pero Pinheiro e Sintra, quase tudo foi importado. Itália, Brasil, Holanda, França e Antuérpia enviavam
as encomendas de mármores, madeiras, esculturas, paramentos, baixelas, utensílios de culto, sinos e carrilhões, e tudo pago com o ouro do Brasil, rapidamente transformado nas pedras de Mafra.

A 22 de Outubro de 1730, embora as obras ainda estivessem atrasadas, decidiu El-Rei que se celebrasse a cerimónia de Sagração da Basílica, presidida pelo Cardeal Patriarca D. Tomás de Almeida, participando toda a Família Real, Corte e representantes de todas as Ordens. Calcula-se que tenham assistido mais de 20 mil pessoas, sem contar com os quarenta e cinco mil operários, numa festa que durou oito dias e onde se ouviu pela primeira vez o som dos Carrilhões

 

À Sombra do Convento

Arquivado em: Mafra — dclb @ 11:28 am
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Formada por dois núcleos habitacionais, a Vila Velha, constituída ao redor do antigo castelo, e a Vila Nova, desenvolvida à sombra do Convento, Mafra é sede de concelho e de comarca. Conquistada aos Mouros em 1147, recebeu foral em 1190.

Vestígios arqueológicos sugerem que o povoado hoje denominado por Mafra foi habitado pelo menos desde o Neolítico. A origem do termo Mafra continua envolta em mistério, sabendo-se apenas que evoluiu de Mafara (1189), Malfora (1201) e Mafora (1288).

Alguns autores encontraram na sua origem o arquétipo turânico Mahara, a grande Ara, vestígio de um culto de fecundidade feminina outrora existente no aro da vila. Outros, radicaram o nome no árabe Mahfara, a cova, na presunção de que a povoação se encontrava implantada numa cova, facto desmentido pelo reconhecido arabista David Lopes. A vila está, isso sim, situada numa colina, cercada por dois vales onde correm as ribeiras conhecidas por Rio Gordo e Rio dos Couros.

Certo também é que Mafra foi uma vila fortificada, podendo ainda hoje encontrar-se, na Rua das Tecedeiras, um pouco da muralha que a cercava.

Os limites do castelo, que tudo leva a crer assenta sobre um povoado neolítico, sucessivamente reocupado até à Idade do Ferro, compreendiam toda a zona da “Vila Velha”, que hoje se inclui no espaço delimitado a Oriente pelo Largo Coronel Brito Gorjão, a Sul pela Rua das Tecedeiras, a Ocidente pelo Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e a Norte pela Rua Mafra Detrás do Castelo. A designação desta rua deve-se ao facto de a povoação ter voltado, literalmente, as costas ao flanco norte, por ser o mais exposto aos ventos. A densa floresta que, consta, existiu até ao século XIX na Quinta da Cerca, constituída por árvores de grande porte, reforçaria o paravento.

 

Junho 9, 2008

A Pré história

Arquivado em: Mafra — dclb @ 10:16 pm
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A história do Concelho de Mafra é uma longa viagem no tempo. Desde o Paleolítico, guarda memórias de invasões, conquistas e reconquistas. Conta histórias de reis e rainhas, das suas promessas, dos seus passeios e fugas apressadas.

A actual diversidade de recursos naturais, arquitectónicos e arqueológicos dispersos pelas 17 freguesias do Concelho de Mafra resulta de um longo passado sucessivamente ocupado por diferentes povos, que foram deixando as suas marcas na paisagem.

No lugar da Seixosa, Freguesia da Encarnação, onde outrora existia uma praia, foram encontrados vestígios arqueológicos do período paleolítico, que indiciam uma das mais antigas presenças humanas na Europa, referenciados em museus tão importantes como o do Homem, em Paris. Um outro exemplo da ocupação do litoral do concelho durante a pré-história é o concheiro da praia de São Julião, na Freguesia da Carvoeira, ocupado por comunidades mesolíticas. Apesar de a maior parte dos vestígios deste período terem ficado submersos pelas alterações da linha da costa, este concheiro permitiu documentar o tipo de alimentação e de recursos do homem em 7000 a.C.

Durante o Neolítico (5000 a.C.), o aparecimento de comunidades agropastoris e das novas técnicas de trabalhar a pedra levaram à permanência de pequenos grupos em locais estratégicos com boas condições de recursos alimentares e de defensabilidade.

Exemplo de um destes povoados é o Penedo do Lexim, na Freguesia de Igreja Nova, reconhecido como um dos pontos-chave para a compreensão do Neolítico e da Idade do Cobre na Península Ibérica. Utilizado durante o Neolítico final, Calcolítico pleno e Idade do Bronze, ali foram recolhidos, destes períodos, vários tipos de artefactos relacionados com o quotidiano de um povoado fortificado. Do Neolítico estão também datadas outras estruturas, hoje desaparecidas, como o castelo de Cheleiros ou monumentos dolménicos, que apenas se conservam na toponimia, em Antas-Azueira e Antas-Gradil.
Para além do Penedo do Lexim, também na Serra do Socorro e na Tituaria – sepultura colectiva – foram encontrados vestígios do Calcolítico.

 

 

Feriado Municipal

Arquivado em: Mafra — dclb @ 10:06 pm
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Este ano comemorou-se, a 1 de Maio, em consequência da antecipação do calenário do corrente ano. Tradicionalmente o feriado municipal acontece na Quinta-feira da Espiga ou da Ascensão. Neste dia, devem ser colhidas,espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte. As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso. Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias

Mafra Acontece

Arquivado em: Mafra — dclb @ 9:33 pm
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Mafra, é um concelho da area metropolitana de Lisboa, distando desta cerca de 40 quilometros, 25/30 minutos através das autoestradas A8 e A21.

Este pretende dar a conhecer  que é Mafra e também aquilo que cá acontece

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